Bibliotecas

bIBLIOTECA Rosa chAcel

Nossa biblioteca é um espaço de livre acesso e um centro de informação sobre a Espanha e o mundo hispano

Atuamos desde 2007 com aceso livre e gratuito para todos os públicos. Nossa missão é apoiar o ensino do espanhol e das lenguas co-oficiais do país, além de contribuir com a difusão da cultura hispânica no Brasil. Oferecemos consultas de fundos, empréstimos, contadores de histórias, formação para uso de recursos eletrônicos, Wifi livre, cópias de materiais e colaboramos com eventos externos da cidade, como a Feira do Livro de Porto Alegre e o Dia do Bibliotecário. Em 2024, o espaço foi batizado em homenagem à ilustre escritora espanhola Rosa Chacel, em reconocimento ao seu legado literário e cultural.

[Acervo e coleções]

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Acervo e coleções


O acervo da biblioteca inclui obras provenientes do antigo Centro Cultural Brasil-Espanha. A coleção continua crescendo graças à atual política de aquisições, que busca atualizar e adaptar os materiais às necessidades de seus usuários.

Hoje, a coleção está composta por aproximadamente 11.000 volumes representativos da cultura espanhola e hispano-americana. A maior parte das obras estão publicadas em castelhano, mas também se encontram documentos em português e em outras línguas da Espanha (galego, catalão e vasco), bem como traduções ao português de obras de autores espanhóis e hispano-americanos.

O acervo da biblioteca se estrutura em diferentes seções:

  • Obras de consulta.

  • Literatura espanhola e hispano-americana.

  • Material para o ensino e aprendizagem do espanhol, catalão, galego  e vasco.

  • Linguística.

  • Obras de história, arte, geografia, biografias e ciências sociais.

  • Literatura infantil e juvenil.

  • Bases de dados.

  • Filmes e documentários espanhóis e hispano-americanos.

  • Música espanhola e hispano-americana.

  • Revistas culturais.

Além disso, conta com uma coleção de jogos educativos e recreativos. Também dispõe de obras especializadas sobre flamenco e o Caminho de Santiago.

[Contato e horário]

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Contacto
Días de apertura
Dias da semana Horário
De segunda a quinta-feira Das 13h às 20:30h
Sextas-feiras Das 10h às 15h
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[Perguntas frequentes]

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[Biografia]

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Biografia de Rosa Chacel


Rosa Chacel  Arimon, escritora, nasceu em Valladolid dia 3 de junho de 1898.
Nunca foi à escola, e sua madre foi a responsável pela sua educação até que, aos 17 anos, se matriculou na Escola de Belas Artes de Madrid, onde estudou escultura. Depois de dedicar-se certo tempo à escultura e à pintura, Rosa sentiu sua vocação literaria e tornou-se uma leitora apaixonada do Ateneu de Madri. Teve convívio com intelectuais como José Ortega y Gasset, Rafael Alberti, Juan Ramón Jiménez, Manuel Altolaguirre, entre outros, e colaborou com revistas como Hora de España e Revista de Occidente.

Em 1922, aos 24 anos, casou-se com Timoteo Pérez Rubio, que viria a ser subdiretor do Museo de Arte Moderno e que, durante a Guerra Civil Espanhola, salvou o acervo do Museu do Prado. Sobrinha-bisneta de José Zorrilla, autor de Don Juan Tenorio, Rosa Chacel considerava-se integrante da Geração de 98 por ter nascido nesse ano, embora sempre reconhecesse também a influência da Geração de 27.

Após viver vários anos em Roma, Chacel publicou, em 1930, seu primeiro romance, Estación de ida y vuelta. Em 1936 publicou o romance Teresa, e sua obra poética mais significativa, A la orilla del pozo, composta por 30 sonetos de conteúdo fortemente surrealista.

Em 1939, terminada a Guerra Civil Espanhola, Rosa e o marido emigraram para Roma e, depois, para o Brasil e a Argentina, iniciando um longo exílio durante o qual a escritora produziria a maior parte de sua obra.

Memórias de Leticia Valle (1945), Sobre o pelago (1952), A desrazão (1960), A confissão (1971), Saturnal (1972) e Icada Nevada, Diada (1972) são algumas das obras que publicou no continente americano e que o público espanhol só começou a conhecer a partir de 1972.

Após quase quarenta anos de exílio, em 1971 voltou à Espanha para receber uma bolsa concedida pela Fundação Juan March. No entanto, apenas em 1975 fixou residência definitiva no país. Prosseguiu com sua fecunda atividade literária e publicou, entre outros títulos, Alcancia — candidato ao Prêmio Nacional de Romance e Narrativa —, Escola de Platão e a trilogia Bairro das Maravilhas, pela qual recebeu o Prêmio da Crítica em 1977, além de Acrópole e Ciências Naturais. Em 1981 publicou Romances antes do tempo e uma coletânea de escritos críticos intitulada Os títulos. Dois anos depois, foi apresentada como candidata à Real Academia Espanhola por Antonio Tovar, Julián Marías e Luis Rosales.

Em 1985, anunciou sua intenção de residir no Brasil junto com o filho, mas o Ministério da Cultura concedeu-lhe auxílio para que permanecesse em Madri. Posteriormente, a Prefeitura e a Deputação Provincial de Valladolid, em colaboração com o Ministério, concederam-lhe uma pensão vitalícia. Em 1987 publicou Rebanadas, uma antologia de artigos literários e críticos escritos entre 1930 e 1980, e recebeu o Prêmio Nacional das Letras Espanholas em reconhecimento ao conjunto de sua obra.

Seguiram-se diversos prêmios e distinções:

  • 1988 – Nomeada Filha Predileta da cidade de Valladolid;
  • 1989 – Recebeu o título de doutora honoris causa pela Universidade de Valladolid, em reconhecimento à sua extensa obra e aos seus vínculos com a cidade;
  • 1991 – Prêmio Castela e Leão das Letras (edição de 1990);
  • 1992 – Nomeada doutora honoris causa pela Universidade Americana de San Luis, em Madri; Prêmio Comunidade de Madri de Criação Literária;
  • 1993 – Prêmio Ciutat de Barcelona de Literatura em Língua Castelhana por sua obra Poesia; recebeu a Medalha de Ouro da Província de Valladolid; Prêmio Heroína do Círculo de Belas-Artes de Madri; designada membro do Real Patronato do Museu do Prado;
  • 1994 – Recebeu das mãos do rei Juan Carlos a Medalha de Ouro das Belas-Artes.

No dia 18 de junho de 1994 foi internada no Hospital Ramón y Cajal, em Madri, após sofrer insuficiência coronária e respiratória. Em 27 de julho faleceu em consequência da doença cardiorrespiratória de que padecia. Rosa Chacel morreu inconsciente, sem dores, acompanhada da família, da poetisa Clara Janés e de seu biógrafo Alberto Porlan. No dia seguinte foi sepultada no Panteão dos Homens Ilustres de Valladolid.

Viúva de Timoteo Pérez Rubio, Rosa Chacel teve um filho, Carlos Pérez Chacel, arquiteto, que doou à Fundação Jorge Guillén numerosos diários, documentos manuscritos e um arquivo jornalístico, conforme compromisso assumido pela escritora em troca de uma pensão vitalícia. Esses fundos já estão catalogados e à disposição dos pesquisadores na Biblioteca de Castela e Leão, bem como na internet.